Agora que os ânimos já refrearam pelo tempo que já passou, talvez seja a altura de comentar o que se
passou.

Pelo vídeo pode-se ver que o Schleck atacou e o Contador respondeu. Independentemente de o Contador se ter apercebido do problema do Schleck ou não, isso não interessa. São coisas que acontecem e ele não tinha obrigação nem dever de ficar à espera que o Schleck recuperasse.

A quantos de nós não nos aconteceram já coisas semelhantes em provas? Ou porque furámos, ou porque a naquela subida a corrente fez um “chupão”, ou porque uma mudança não entrou e tivemos que desmontar. Há uma miríade de coisas que podem acontecer, são ossos do ofício, mas mais, são sobretudo erros do ciclista.

Aprender a pedalar também faz parte do treino. Aprender a conhecer a nossa bicicleta também. E nisto uns treinaram mais ou são mais tecnicistas que os outros e acabam por ganhar alguns segundos com isso, como aconteceu neste caso. Ele só tem que manter a cabeça erguida e treinar mais para que isto não lhe aconteça de novo.

Neste caso eu estou contra quem na altura repugnou veemente a forma como o Contador reagiu durante a prova. Acho mesmo ridículas as acusações que lhe fizeram.

Eu quando vou a uma prova e caio num local aonde os outros passaram e não caíram, não é um azar, é apenas uma fraqueza da minha parte. Mas levanto-me, aprendo com o erro e treino mais para que não volte a acontecer.

É certo que este ano o Contador não esteve tão acima da concorrência como noutros anos. Mas acho que a sua vitória foi justa. Não que eu estivesse a torcer por ele. De facto, não torcia por nenhum atleta nem por nenhuma equipa.Vi a volta apenas como um espectador.

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